Seleção derrota poloneses, de virada, por 3 sets a 1

Em um duelo recheado de rivalidade, com duas das equipes mais vitoriosas do vôlei mundial nos últimos anos, o Brasil se impôs e, de virada, venceu a Polônia por 3 a 1 (22-25, 25-23, 25-16 e 25-14) e conquistou o inédito título da Liga das Nações, em Rimini (Itália). De quebra, ainda viu o oposto Wallace ser escolhido o MVP (jogador mais valioso) da competição, ao lado do polonês Bartosz Kurek.

Brasil e Polônia possuem uma história entrelaçada nos últimos anos, com vantagem para os poloneses em confrontos decisivos. Eles conquistaram os dois últimos títulos mundiais (2014 e 2018) justamente em finais contra o Brasil, além de terem tirado do Brasil a possibilidade de subir ao pódio na Liga das Nações de 2019, quando venceram a disputa pelo terceiro lugar. Por outro lado, os brasileiros se sagraram campeões olímpicos em 2016, sem cruzar com os poloneses no caminho.

Neste domingo, na bolha montada em Rimini, os poloneses deram trabalho no primeiro set, vencendo por 25 a 22. Mas o que poderia ter se desenhado como mais um episódio de domínio da Polônia sobre o Brasil acabou se tornando uma afirmação da equipe comandada na quadra por Carlos Schwanke (o técnico Renan Dal Zotto, ainda se recuperando da internação por covid-19, acompanhou a equipe no Brasil).

Nos três sets seguintes, o Brasil recuperou o bom vôlei que o fez registrar a melhor campanha da competição, sobrando principalmente no terceiro e no quarto sets, sem dar chances para o adversário, que anotou apenas 30 pontos no total. Wallace, com 22 pontos, foi a principal arma brasileira na final.

Wallace foi coroado com o prêmio de MVP, que dividiu com Kurek. Outros três brasileiros entraram para a seleção do campeonato: o ponteiro Leal, o central Maurício Souza e o líbero Thales.

Na terceira edição do torneio, o Brasil enfim alcançou seu primeiro título da Liga das Nações de vôlei. No entanto, na Liga Mundial, competição que precedeu o novo campeonato, a seleção brasileira ganhou mais títulos do que qualquer outro país. Foram nove troféus, o último deles conquistado em 2010.

Fonte: Agência Brasil

Foto: FIGB