Já reparou, como é comum o controle. Se ainda não, comece a observar.

   Nós mesmos as vezes, não abrimos mão do controle e nem reparamos, outro dia me disseram que eu era a louca da geladeira, que acreditava que somente eu sei arrumar as coisas nela. Quase rebati, mas tive que reconhecer, sempre acho que os outros que moram comigo não arrumam bem.

    E você, preste atenção no seu dia a dia, em quantas vezes mesmo sem perceber esta assumindo o controle. Nós mulheres temos essa tendencia com relação aos filhos e a casa, observo que a geração mais nova, percebeu esse  movimento e esta partindo em sentido contrário. Que bom não é mesmo?

    Estamos precisando de novos ares, novas estratégias, novos olhares, para coisas tão arraigadas, como este costume de considerar casa, filhos, relacionamentos, como responsabilidades das mulheres.

    Sempre comento sobre o filme ou série no final, mas aqui vale uma colocação, neste momento.

    Neste filme sobre o qual estou escrevendo, a mulher passa a controlar tudo em sua vida, pelo simples fato de não saber lidar com a decepção, de acordo com a sua perspectiva, ela é menos, por não conseguir fazer o que a maioria das mulheres fazem, sem esforço.

    Ela no caso não consegue, e sofre e manipula e controla, para que as coisas saiam como deveriam ser, mesmo que tenha que cometer um ato falho, que  que envolvam outras pessoas, na sua cabeça, já doente, os fins justificam os meios.

     É tanto medo de ficar sozinha, de não se encaixar nos padrões que ela vai ao limite de suas faculdades mentais e entra num turbilhão de emoções e confusões para tentar parecer normal.

    No filme o controle é levado ao extremo, mas quem de nós não conhece alguma mulher, que faça isso, segura situações que não há como segurar até o ultimo limite, conhecem alguma mãe com dificuldade de que o filho cresça? Muitas os chamam de bebes, mesmo quando já adultos, uns vão dizer que é carinho, eu afirmo que é uma forma de controle, mesmo que sutil, mas é, bebes não tomam decisões, então é melhor um bebe, do que um filho adulto que criara seu próprio mundo.

   Aí está o maior de todos os controles, controlar algo que você não tem controle nenhum.

   Observe o seu dia a dia, se for como eu com a geladeira ou outro assunto, tente se soltar um pouco, vou te garantir que apesar de estar roendo as unhas, para mudar e não mexer no que arrumaram; está valendo a pena perder este controle.

   O filme que me inspirou foi Fuja, Netflix, nele a mulher comete atos absurdos, para continuar no controle da vida da filha. Com atuações brilhantes. Vale a pena assistir e roer as unhas com tamanha intensidade que há  neste filme.

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