Muito se fala sobre perdoar.

   Dizem que quando você pratica o perdão, ele é mais para você do que  para outra pessoa . Dizem também que ficamos livres do fardo que carregávamos com a mágoa e a raiva que tínhamos por alguém.

   Há pessoas que estão sempre tristes, mesmo que as coisas estejam indo bem? Então acredito que elas não conseguem perdoar, e ficam ali num círculo vicioso de castigos, chega um momento que nem sabem mais sorrir, esqueceram, sua maior punição, é nunca ser feliz. Muitas delas acreditam que fazendo isso estarão punindo a quem as feriu e nunca se desculpou, ledo engano. É como se bebesse um copo de veneno e desejasse que o outro morresse, pode ter certeza, que vai acabar mal, a única que irá morrer é você mesma.

   Certa vez, li um artigo sobre o Holocausto, um dos sobreviventes, entrou na justiça pedindo uma indenização no valor de um dólar. Algumas pessoas o entrevistaram para saber porque um valor tão baixo, por algo tão bárbaro?

   Ele respondeu: “Só quero um pedido de desculpas, que reconheçam o ato que fizeram, isso me basta, para seguir em frente”.

   Não sei o que aconteceu em seguida, espero que ele tenha conseguido. Mas e se esse reconhecimento nunca vier, o que fazemos com a raiva e a mágoa? É aí que acredito ser o grande nó do perdoar. Quando conseguirmos tirar algo de dentro de nós, que nos matava aos poucos, mesmo que o outro não reconheça seus erros, tenho certeza que realmente encontramos o perdão.

    Se já é difícil perdoar , imagine quando temos que perdoar a nós mesmos?! Conheço muitas pessoas maravilhosas, que perdoam com facilidade, e sempre as admirei por isso, mas quando o perdão é para elas próprias, não aplicam a mesma benevolência, punem-se com demasia.  

   Assistindo a série que me inspirou, pensei muito sobre o auto perdão, de como podemos nos ajudar a nos perdoar, por ter tomado uma má decisão, por ter se deixado enganar, por ter se iludido, por ter sido passado para traz, enfim são tantos… Que o que desejo a você que esta aqui comigo e a mim mesma é que a partir de hoje possamos, perdoar, perdoar-nos e seguir em frente.

   Porque acredito que esse seja o grande segredo, não nos apegarmos na dor, como se fosse algo de valor a ser guardado, mas, deixar ir e seguir em frente.

   A série que me inspirou neste texto, é COMO DEFENDER UM ASSASSINO, Netflix, série de investigação policial, a interpretação da atriz principal é impecável e nos leva a pensar no perdão e principalmente no auto perdão.

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