Já reparou, como é difícil, reconhecer que fazemos algo?

   Hoje quero conversar com vocês sobre preconceito, não estou falando aqui do racial, que é medonho, mas, sim do que fazemos com outras mulheres.

   Chamo de preconceito, porque, em muitas ocasiões, se fosse um homem que fizesse determinada coisa, estaria tudo bem.

   Agora quero que dê atenção ao título que coloquei neste texto.

   Quando nos reconhecemos em outra mulher, começamos a ter empatia, por todas, inclusive por nós mesmas.

   É triste constatar, que muitas de nós, não nos colocamos, no lugar de mulheres, quando acusamos e ofendemos, uma de nós. Infelizmente, muitas   se anulam, para caber dentro do que a sociedade julga ser o lugar de uma mulher.

   E perdemos a doce compreensão, que só um coração de mulher pode dar a outra. É como se estivéssemos em um campo de batalha e para todos os lados que olhamos, há um inimigo. Não é de se estranhar que  maioria de nós adquiriu vários problemas de saúde atrelados a baixa autoestima.

    Como sabem, sou uma realista positiva, acredito na força da mulher, no seu caráter, na sua alma. Então acredito que aos poucos estamos saindo daquele lugar que aceitamos, como nossos, para ir a outro, onde podemos olhar para outra mulher e nos reconhecermos nela.

    Reconhecer sua força, sua inteligência, sua perseverança, sua coragem e sua dor. Que é igual a nossa e, hoje muitas estão tendo coragem de falar, porque agora somos muitas, abraçadas, apoiando-se.

   Algumas com timidez outras nem tanto, o importante é reconhecer que somos todas iguais, com os mesmos propósitos e até os mesmos sonhos.

   E longe aqui de condenar aquelas que ainda não conseguem, se ver em outra mulher, isso só quer dizer que ela foi ainda mais machucada do que nós, e a única saída que encontrou para sobreviver, foi a de anular dentro de si, sua feminilidade.

    E pensando nisso, é uma grande  oportunidade  estar aqui, nestes tempos, lindos, onde estamos nos reconhecendo, umas nas outras e nos dando a possibilidade de  Viver , com alegria e dignidade e não somente sobreviver.

   A série que me inspirou neste texto foi Filhas de Eva , Globo Play, emocionante, bem conduzida, com interpretações maravilhosas. Que deixa um quentinho no coração, por perceber o quanto já caminhamos em nos reconhecermos.

Conheça mais sobre a Li Couto em seu Instagram https://instagram.com/licouto?igshid=2i81a3ty2vr2