O grupo de mães TEAjudo e Inclusão Em Ação estão nesse movimento com os estabelecimentos dos municípios

Os grupos de mães TEAjudo e Inclusão em ação buscam levar o movimento de conscientização do TEA (Transtorno do Espectro Autismo) aos proprietários dos estabelecimentos comerciais para que assim possam conhecer e aderir às placas de atendimento prioritário com a fita do autismo.

Por que os autistas têm preferência ao atendimento?

O motivo de priorizar o atendimento a autistas e pais de crianças com o transtorno é necessário, pois os ambientes comerciais, onde há muito estímulo de iluminação e cores, é possível que algumas pessoas com TEA se sintam muito incomodados, por conta da sensibilidade visual e auditiva que muitos têm. Devido à falta de noção do tempo ou ansiedade, que alguns autistas tem, ao permanecerem nesses lugares, acabam ficando impacientes, agitados e irritados. Embora varie de uma pessoa para outra, são sensações muito comuns entre os autistas, e podem levar a uma crise, que pode até ser
confundida com uma rebeldia infantil, mas na maioria das vezes não é.
Jane Izildinha, como mãe de uma criança com autismo, faz um apelo aos estabelecimentos:
“Incluam o laço em suas placas e se adequem à lei. É muito constrangedor para nós entrar na fila de prioridade, na frente das pessoas, porque o autismo é uma deficiência invisível. As pessoas não conseguem identificar o motivo de estarmos ali. Se tiver o laço na placa, será possível concluir que é porque meu filho é autista”, revela.
Temos a necessidade de criar campanhas de conscientização para que tanto a sociedade quanto os estabelecimentos possam fazer valer a lei. “Informação é a palavra-chave quando o assunto é TEA e ainda temos muito que avançar”.
Temos as leis: federal n°10.048 de 08 de novembro de 2000; estadual n°23.414/19, municipais Baependi n°3.183/19 e Cruzília 2.437/20.
“Mais do que incluir o laço nas placas de prioridade de atendimento, é preciso que os colaboradores das empresas tenham conhecimento do significado do símbolo e o motivo de estar exposto ali para que, além de oferecer um atendimento prioritário, possam estar preparados para responder eventuais reclamações e questionamentos ocasionados por outras pessoas na fila. São nessas situações que muitos pais acabam hostilizados, justamente porque o autismo é comportamental, não é físico, então nem todo mundo vai perceber que aquela criança é autista”, finaliza Jane.

Informações e fotos: Jane Izildinha