Então, o que dizer deste título?

  Muitas vezes escondemos tanto algo, que começamos a acreditar que ele não existe; pelo simples fato de estar tão bem guardado que nem mais sabemos onde o colocamos.

  Fazendo uma brincadeira com essa palavra, já se pegaram procurando aquele documento que você tem certeza que guardou, mas não sabe onde!!

  Entre tantas outras coisas, objetos que juramos saber onde está, mas basta precisar deles e passamos horas, numa busca frenética e exaustiva .

  Até que de repente, ele aparece onde menos esperávamos que estivesse e, num misto de alivio e desespero, por ter revirado a casa toda , o tal objeto do desejo, esteva bem ali, debaixo do nosso nariz.

   Agora, faça uma mudança de perspectiva, vamos para o campo do amor, aquele escondido, por tanto tempo, que você jura não sentir mais. Ele já foi negado tantas vezes que até você acredita não mais sentir, passa os dias arrumando desculpas para enganar a si mesmo.

   Sabe aquele velho ditado “Quem desdenha, quer comprar”. Encaixa como uma luva aqui nesse nosso papo.

   E negamos tanto, falamos que nada sentimos, pelo medo de que se  formos descobertos a magia desapareça, a realidade venha e desmanche todo a muralha que demoramos tanto a construir, e que parece cumprir sua função muito bem. Mantendo-nos, afastado de qualquer perigo, o triste da muralha é que ela impede também de entrar as boas pessoas e a alegria e frescor que a novidade traz.

   Se tivermos coragem de romper com este acordo de esconder algo, de olhar para aquele sentimento e aceita-lo em nosso coração. E se decidirmos, arriscar  derrubar a muralha, receber o calor e o aconchego desse sentimento. Talvez teremos a surpresa de perceber que era só o medo de sofrer que nos impedia de viver algo, que de tão bom que é, decidimos esconder, mas aí escondemos tanto, que para acessá-lo temos que remover muitas teias de aranha do coração.

   Nessa fase do ano, que estamos, às vésperas do Ano Novo, te convido a dar uma olhadinha nos seus esconderijos e descobrir se há algumas teias de aranhas a serem removidas, só assim será possível receber o novo, que já está ali acenando para você.

  O filme que me inspirou neste título foi Sintonizados no Amor, Netflix, onde conta a história de um casal de amigos, que se conhecem desde crianças, às vésperas do Ano Novo, descobrindo que esconder algo pode ser interessante no começo, mas com o tempo, pode ser que traga dores maiores do que podiam imaginar.

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