Quando penso nesta palavra, vem logo terra, casa, família, origem, enfim tudo que nos remete de onde pertencemos.

  Ela fixa nossa existência, nos dando sustentação, muitas vezes, senão na sua maioria, paramos de confiar em nossas raízes.

  Acreditamos que elas não são tão seguras assim e, partimos para conhecer novos lugares e vivermos novas aventuras.

   E não há nada de errado nisso, a não ser que esqueçamos do que queríamos desde o início dessa nova jornada. Muitas vezes nos deixamos levar por pessoas que se beneficiarão com nossa mudança de rota. Não podemos esquecer que as pessoas não estão nos desejando o mal, somente estão puxando para seus próprios interesses. Cabe a nós a tarefa de recusar ou aceitar.

   Geralmente essas ofertas vem com uma promessa, um valor alto se for o casso de um cargo novo, uma mudança de endereço, mas nunca paramos para ler as entrelinhas, o que essa decisão vai custar a longo prazo.

   E lá se vai nossas raízes, nossas ideias, nossas ideologias, é muito comum ouvirmos pessoas dizendo, meu sonho era ser, fala determinada profissão, mas atualmente atuo em tal área, que normalmente nada tem a ver com a anterior citada. Detalhe, logo em seguida, vem a frase, mas estou feliz com minha escolha.

   Será?! A maioria das pessoas que conheço e estão fazendo o que realmente amam, não precisam falar que estão felizes, a felicidade está estampada em seus olhos, eles brilham e contagiam.

  Quando você precisar ficar repetindo que está feliz ou ouvir alguém fazer isso, duvide de você mesmo e do outro. Geralmente é o contrário, quando deita a noite, é o travesseiro que escuta seus devaneios, seus soluços e sua infelicidade, afinal nosso travesseiro é nosso melhor confidente, manterá tudo em segredo, e não há mais ninguém ali, não preciso fingir.

   Mas já sabem, acredito em magia, então volte para sua raiz, ouça-a, veja o que ela tem a dizer e assim que possível, faça aquilo que lhe faz feliz. Garanto que seu travesseiro não mais receberá lágrimas de tristeza, mas sim de alegria, afinal também derramamos algumas de felicidade. Não é mesmo?!!!

   O filme que me inspirou neste texto foi Christmas Wonderland, Netflix, onde a protagonista volta a sua cidade natal, encontrando suas raízes, um bom filme de Nata, afinal estamos em dezembro, mês mágico. Para os que curtem esse tipo de enredo, indico.

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