“NÃO DEVEMOS TER MEDO DOS CONFRONTOS. ATÉ OS PLANETAS SE CHOCAM E DO CAOS NASCEM AS ESTRELAS”

Charles Chaplin

Algo essencial a ser observado quando se estudam os conflitos nas empresas: o desentendimento está sempre presente em todos os agrupamentos humanos, e é impossível evitá-lo, porém necessário ser sanado, para que haja um bom rendimento de toda a equipe e sua liderança.

Segundo estudos indicam que relações conflituosas entre funcionários são responsáveis por mais de 65% dos problemas de performance. Isso ocorre porque conflitos mal administrados afetam negativamente o trabalho em equipe, a produtividade, o engajamento, o foco e a motivação dos envolvidos. Por isso, a competência para administrá-los é um requisito fundamental para líderes e profissionais que atuam nas organizações.

Dessa forma, a professora Marta Cristina Wachowicz, em seu livro Conflito e negociação nas empresas, sugere algumas importantes medidas que precisam ser tomadas para que a boa gestão de conflitos ocorra nas organizações:

1. Análise profunda da situação de conflito: deve-se realizar um diagnóstico sobre o conflito estabelecido, lançando mão de algumas perguntas para melhor delimitar a causa e identificar os possíveis desdobramentos.

2. Promoção da tolerância: esta é uma característica importante da cultura organizacional que deve ser bem exercida pelos gestores ou pelas lideranças das empresas. O exercício da tolerância é fundamental para que não haja juízo de valor.

3. Atenção para a mudança: se há conflito é porque existe o descontentamento, e este sentimento pode indicar uma oportunidade de mudança. “Se algo está em desacordo, é porque as pessoas ou os processos em que atuam não conseguiram estabelecer um eixo de concordância ou compatibilidade”, aponta Wachowicz.

4. Estimular a dialética: esta nada mais é do que o diálogo ou a argumentação baseada em conceitos essenciais, sem que um pensamento se sobreponha aos demais.

A partir do momento em que o líder promove a gestão do conflito, o propósito não é o de estimular ou acabar com a contenda, mas interferir nos acontecimentos em curso objetivando aproveitar a energia empregada na disputa para promover maior produtividade nas tarefas desempenhadas pelas equipes de trabalho.

Assim, líderes devem estar preparados para atuar em suas intervenções de maneira consciente e bem orientada, sendo capazes de despertar colaboradores até então imóveis e desmotivados, fazendo-os assumir, portanto, posturas mais pró ativas diante de uma determinada situação. O intuito do estímulo ao conflito é mover o colaborador de sua zona de conforto, aumentando seu potencial produtivo.

O conhecimento que o líder tem de si mesmo é um fato importante para que a habilidade de resolver conflitos possa ser desenvolvida ou aprimorada.

Como você reage diante de um conflito?

Você é do tipo emocional ou cerebral?

Confrontador ou conciliador? O seu estilo irá influenciar e muito seu êxito na hora de administrar os conflitos na empresa.

Uma ferramenta muito eficaz que uso muito no processo de coach e em treinamentos de como lidar com conflitos, é a técnica dos 4 Rs:

Razão, reação, resultados e resolução.

Marcos Sipriano é Master Coach, formado pelo SBcoaching, Empresário.

Palestrante, mentor e Pastor.

Instagram: @marcossipriano7