Por Graziela Ricardo Matoso*

A cidade de Liberdade abriga um dos maiores tesouros religiosos de Minas, a imagem do Bom Jesus do Livramento. Além de ser muito bonita, a imagem tem uma história interessante e que chama a atenção de muitas pessoas religiosas ou não. Hoje o Jornal Panorama vem contar a História da imagem que atrai milhares de fiéis todos os anos.

Atualmente a imagem original  do Bom Jesus do Livramento fica no santuário e é considerada uma das mais belas obras de arte sacra de toda Minas Gerais. Ela foi esculpida entre os anos de 1720 e 1750, a imagem é toda feita de cedro e mede 1 metro e 90 centímetros. Quando olhamos para a imagem o que nos chama a atenção é o sangue que escorre das feridas de Jesus, o sangue é todo recoberto por numerosas pedras de rubis.

    Como dito antes, além de uma beleza excepcional, a história por trás da imagem é coberta de mistério. De acordo com a população, ela foi esculpida por um senhor desconhecido. Ele se ofereceu para esculpir a imagem e em troca a comunidade iria recompensá-lo da maneira que quisesse. A única exigência do homem era que todos se afastassem dele enquanto realizava o trabalho. Passados três dias, as pessoas foram até o local onde o homem estava trabalhando, para que pudessem ver o andamento, mas quando chegaram no local se surpreenderam, pois o senhor havia desaparecido deixando a imagem de Jesus Cristo do tamanho natural de um homem.

A escultura não sai mais durante as procissões desde 1995, devido a uma rachadura no pé direito, a igreja decidiu preservá-la e deixar a imagem exposta no santuário. Atualmente as procissões e comemorações que atraem milhares de pessoas de todos os lugares, são feitas com uma réplica também muito bonita e que pode ser visitada na capela da Vargem da Imagem, capela onde foi esculpida a imagem original. Durante a festa que ocorre no mês setembro, a imagem é levada até o santuário acompanhada por uma procissão de carros, motos, bicicletas, cavalos e no fim da comemoração é novamente levada de volta para a capela.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Priscila Aparecida Silva

Crédito imagem: Cláudia Carvalho