No último fim de semana, uma palavra ficou em minha mente. FIDELIDADE.

Já parou para pensar no quanto é ambígua , se você olhar pelo lado de quem é favorecido, ela é uma recompensa, uma conquista, ele ou ela recebe toda a carga positiva, de ter alguém que faria qualquer coisa para melhorar a condição da pessoa que é alvo de tal ato. Faz com que a pessoa que está recebendo, sinta-se confortável em empurrar todas as suas ideias e, até mesmo convicções, sem se preocupar em ser contestado. Isso gera conforto, confiança e ainda mais controle a quem está sendo favorecido.

Se olharmos para o lado de quem é o que está oferendo tal fidelidade, as coisas mudam bastante, afinal ele ou ela terá que matar toda e qualquer  maneira de pensar ou agir, porque se propôs a dedicar sua vida a outra pessoa ou ideologia .

Com o tempo esta pessoa que desenvolveu o comportamento de fidelidade, fica fraco, envelhece física e emocionalmente, perde os sonhos, perde seus ideais.

E passa a não saber mais quando pensa por ele ou pela outra pessoa. E mesmo que venha a perceber que caíra em uma armadilha do destino, com suas escolhas, muitas vezes está tão fraco e tão envolvido na trama, que sair se torna impossível.

Na sociedade a fidelidade é vista como algo positivo, muitas vezes vemos pessoas fazendo coisas horríveis em nome de tal fidelidade, nos esportes, na política, nos relacionamentos, no trabalho, nas relações familiares. Muitas vezes discordamos de pessoas que amamos e tudo bem, mas na exigência da tal fidelidade, vamos contra tudo que acreditamos para apoiar uma pessoa da nossa família.

Na maioria dos casos, a fidelidade não é rompida pelo medo de ser banido, de ficar na solidão.

Mas esquecem que há muitas pessoas e ideias por aí, é só procurar e vai encontrar grupos onde ser você mesmo não é nenhum problema.

Assisti a série O Homem do Castelo Alto -THE MAN IN THE HIGH CASTLE, série de 2015, na Amazon Prime, uma distopia, mostra como seria o mundo se os alemães tivessem ganho a guerra, muito interessante a abordagem, adorei o enredo, me fez refletir bastante, principalmente sobre a palavra titulo deste texto. Até onde devemos ter fidelidade a algo ou alguém?!

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