Assistindo a um filme no último fim de semana, me peguei analisando a personagem principal.

   Muito se foi cobrado de a mulher ser feminina, traduzindo, frágil, indefesa, não tão inteligente, concordata, mansa, são tantos atributos que ficaria aqui por horas descrevendo-os.

   Mas venho observando uma mudança nesta postura, tanto no dia-a-dia quanto no cinema, teatro entre tantos outros, uma mulher pode ser feminina sem ser dependente, sem ter que deixar sua opinião de lado, deixar seus sonhos e propósitos.

   Tenho  imensa gratidão, por todas as mulheres que me antecederam, masculinizaram-se, para poder participar do mundo coorporativo, da política, etc. Elas sacrificaram sua feminilidade para dar o grito de liberdade, para poder ter seu próprio dinheiro, sem pedir permissão ao marido ou pai para comprar um corte de pano, como era falado antigamente.

   Sou uma realista positiva, como já falei por aqui antes, então, acredito nessa nova força feminina, que nada mais é do que nós mulheres termos a liberdade de sermos quem somos, independente de regras  preestabelecidas, rótulos.

   Essa nova geração vem para colocar todas nós para pensarmos, fazem com que realmente olhemos para nossos sonhos, projetos, carreira de uma forma mais justa, harmônica, sem ficar presas nas cobranças de uma sociedade patriarcal, que quer que fiquemos somente no papel de alicerce, ignorando toda nossa essência.

   É com alegria que prevejo a chegada dessa nova fase, onde gênero não defina, salário, capacidade, inteligência, que seja uma fase de fusão entre o masculino e feminino, cada qual com seu valor e poder, numa dança onde a leveza e o respeito mútuo, sejam a doce melodia.

 O filme que me fez refletir sobre este tema foi Enola Holmes, da Netflix, recomendo, um filme leve, divertido, com muita aventura, uma abordagem super atual do feminino e masculino, vale a pena conferir. No filme ela é irmã do famoso  detetive Sherlock Holmes.

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