O ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) pediu desculpas na manhã desta segunda-feira (18), de um dos atos mais polêmicos de seu governo, o confisco da poupança dos depósitos bancários superiores a Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros).

O plano econômico conduzido pela Ministra da Economia Zélia Cardoso foi aprovado pelo Congresso Nacional em questão de poucos dias, mesmo sendo um flagrante desrespeitos ao direito constitucional de propriedade. O objetivo do plano era conter a hiper inflação que assombrou o Brasil durante os anos de 80 e 90 e só foi resolvida com o Plano Real de 1994.

Em mensagem publicada no twitter, relembrou a situação.

”Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês! Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite! Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco. Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo e também do País. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos. Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros.