Na tarde desta segunda-feira (14) foi realizada uma videoconferência com prefeitos dos 51 municípios da macrorregião de Barbacena, incluindo São João del-Rei, Congonhas e Conselheiro Lafaiete, representantes do Ministério Público e autoridades médicas para discussão do possível retorno das atividades do comércio na próxima semana.
No último sábado (12) o prefeito de São João del-Rei, Nivaldo Andrade defendeu em suas redes sociais uma consulta pública para ouvir a população e o Ministério Público para análise da reabertura do comércio no município, seguindo orientações de higienização da Organização Mundial de Saúde, com álcool em gel na entrada e controle do fluxo de pessoas dentro dos estabelecimentos, nos mesmos moldes que vem acontecendo nas atividades essenciais como supermercados e farmácias. O prefeito explicou que a decisão sobretudo se dava por conta de sua preocupação com as mais de duas mil pessoas demitidas em São João del-Rei desde o início do isolamento social e o futuro das micro e pequenas empresas que já começaram a decretar falência nesse mesmo período.

Entretanto, na reunião online de ontem, o prefeito foi orientado, a partir de dados transmitidos pelo corpo técnico presente, de que ainda não é o momento para reabertura do comércio e sim de continuar mantendo as medidas de isolamento social.

Na ocasião foi apresentado pelas autoridades um levantamento publicado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) que aponta a necessidade de 20 leitos equipados de UTI para cada 100 mil habitantes dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde. É na UTI que são atendidos os pacientes em situação mais grave, que precisam de monitoramento 24 horas por dia e uso de respiradores e monitores cardíacos. 

Como os municípios da região não contam com a estrutura calculada pela OMS como a ideal, a medida mais viável no momento é a da continuidade do isolamento social, sendo que através do mesmo levantamento, observa-se que se a região mantiver o isolamento poderá achatar a curva de contágio da doença, ou seja, evitar que uma quantidade enorme de pacientes se infecte ao mesmo tempo e precise de tratamento médico simultaneamente.   

Maíra EduardoAssessoria de ImprensaCEC-19 Cômite de Enfrentamento ao Coronavírus em SJDR