Com uma base científica ainda limitada, Estados dos EUA têm relatado às autoridades do país uma incidência maior de infecção e morte de negros que brancos, informa o jornal The New York Times nesta quarta-feira (8), citando fala do presidente Donald Trump intrigado com a questão.

Em Chicago, por exemplo, os afro-americanos somam 72% das vítimas fatais, embora sua população negra seja um terço do total. “Fiquei sem respiração com esses dados”, disse a prefeita Lori Lightfoot, primeira mulher negra eleita para o Executivo municipal.

Disparidades assim também foram registradas em Illinois, Michigan, Carolina do Sul, Norte e Louisiana. Numa tentativa de explicar o fenômeno, pesquisadores de políticas públicas de saúde dos Estados Unidos citam primeiramente as desigualdades estruturais, uma vez que “os negros americanos desproporcionalmente pertencem à força de trabalho que não se pode dar ao luxo de trabalhar em casa” e, assim, estão mais expostos a riscos no trânsito ao trabalho.

Algumas comunidades negras também sofreriam mais com a falta de informação correta sobre medidas de evitar o novo coronavírus. “Não é uma questão biológica. É de fato resultado de desigualdades estruturais que estão moldando essas desigualdades raciais na pandemia”, afirmou o professor de epidemiologia Sharrelle Barber, da Universidade Drexel, à publicação.

Fonte: brpolitico e New Work Times