Profissionais fazem atendimento gratuito através de videochamadas. O atendimento estenderá para nossa região

Devido ao período de pandemia que o Brasil passa, um grupo de psicólogos idealizaram um atendimento especial, através de um aplicativo de mensagens. O grupo, criado no WhatsApp, tem realizando atendimento social online, a fim de oferecer suporte e acolhimento a todos que precisam de uma palavra, um conselho, uma orientação. Durante o período da quarentena, o Conselho Regional de Psicologia (CRP) autorizou temporariamente o atendimento através de aplicativos de mensagens. Quem deseja fazer o atendimento deve entrar em contato pelo WhatsApp (24) 992672184.

Após solicitar o serviço, o contato do paciente será disponibilizado no grupo composto por 10 psicólogos, onde os profissionais pegam a demanda e entram em contato para agendar os horários. O atendimento é gratuito e feito através de vídeo chamada, com a duração de aproximadamente 30 minutos.

A psicóloga de Barra Mansa Sueli Terezinha de Almeida Silva, em contato com JORNAL PANORAMA, informou que o atendimento está além-fronteiras. Sueli informou que os atendimentos serão realizados neste mês de abril. De família mineira, mais precisamente de Arantina, ela também destaca que ainda existem regras. “Temos que seguir respeitando a ética estabelecida. Os atendimentos devem ser por videochamada para se ter certeza que é o paciente quem está falando e o psicólogo precisa estar em um lugar sem acesso a outras pessoas para receptar o sigilo”, informa.

Ainda segundo a psicóloga, caso o período de isolamento dure mais tempo, é possível que o Conselho Regional de Psicologia estenda a autorização para outros meses.

A psicóloga Sueli revela que muitas pessoas vêm apresentando casos de ansiedade, depressão e dificuldade para lidar com idosos e filhos. “O objetivo é ajudar o paciente a passar por essa situação de estresse. Estamos fazendo atendimento aproximadamente há uma semana e já atendemos jovens, adultos e idosos. Muita gente tem apresentado sintomas de estresse”, pontuou, alertando também que vem atendendo pessoas da área da saúde. “Esses funcionários da saúde, além de apresentar o medo de serem contaminados e contaminar seus familiares, estão também lidando com a rejeição de outras pessoas, que às vezes veem eles como meio de transmissão”, finalizou.

O atendimento é realizado por videochamada