Pandemia de coronavírus afetou em 25% o número de doações em Minas Gerais (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

A pandemia de coronavírus assusta e gera pânico, mas, enquanto o isolamento é recomendado, pessoas que dependem de doações de sangue para continuar vivendo sofrem com a redução de aproximadamente 25% do número de doadores em Minas Gerais neste mês de março. Com os estoques de sangue do estado em baixa, segundo a Fundação Hemominas, eles vão durar apenas mais cinco dias, caso os doadores não compareçam às unidades da instituição.

Os estoques para os quais há alerta são dos tipos sanguíneos O negativo, O positivo, A positivo, A negativo e AB negativo. O sangue O positivo é o mais frequente entre a população, e o O negativo é o tipo universal, utilizado nas urgências e emergências – ambos estão com os níveis reduzidos na Hemominas.

Para organizar o fluxo de atendimento e evitar aglomerações nas unidades, o Hemominas orienta a população a agendar as doações por meio do site da fundação (http://www.hemominas.mg.gov.br/) ou pelo aplicativo MGapp.

(foto: Divulgação/Fundação Hemominas)

“É importante lembrar que as unidades da Hemominas são ambientes seguros – estar saudável é uma condição básica para ser um doador. Atenta às recomendações do Ministério da Saúde, a fundação intensificou os procedimentos de higienização e prevenção, entre eles: a obrigatoriedade do uso do álcool gel/líquido70% nas mãos”, informou a instituição por meio de nota. 

A fundação esclareceu também que só estão sendo aceitas caravanas de doadores de, no máximo, 10 pessoas. “As salas de espera das unidades, como as de coleta do sangue, foram reorganizadas de forma a garantir um distanciamento mínimo de 1 metro entre os doadores”, complementou.

Doações em tempos de pandemia

Em meio à pandemia, a Fundação Hemominas foi obrigada a atualizar as restrições para as categorias de doadores. No entanto, vale ressaltar que, até o momento, não foi confirmado nenhum caso de transmissão transfusional de todos os tipos de coronavírus.  As medidas servem apenas como uma forma de precaução. Algumas, inclusive, apresentam contradições, uma vez que o próprio Ministério da Saúde já confirmou transmissão comunitária (quando não é possível quando se deu a contaminação) em todo o território nacional.

Veja as restrições:
1) Candidatos à doação de sangue que tenham se deslocado ou que sejam procedentes de países com casos autóctones confirmados de infecções pela COVID-19 deverão ser considerados inaptos por 14 dias após o retorno destes países, desde que se mantenham assintomáticos. Esse critério está mantido pelo Ministério da Saúde, até o momento, apesar de o Brasil já ter sido reconhecido como local de transmissão comunitária. 
2) Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos vírus COVID-19, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial: inaptos por 30 dias após completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindiquem a doação).
3)  Candidatos que tiveram contato com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico/laboratorial de infecção pela COVID-19 deverão ser considerados inaptos pelo período de 14 dias, após o último contato com essas pessoas.
4) Candidatos à doação de sangue que permaneceram em isolamento voluntário ou indicado por equipe médica devido a contato com pessoas com sintomas de possível infecção pela COVID-19 deverão ser considerados inaptos pelo período que dura o isolamento (no mínimo 14 dias), se estiverem assintomáticos.
5) Candidatos que apresentam resfriado comum, sem histórico de viagem para áreas endêmicas ou contato com pessoas provenientes dessas áreas: apto 30 dias após o término dos sintomas.

Fonte: Estado de Minas