Fonte: Sete.Lagoas.com.br

A limpeza urbana é um dos serviços imprescindíveis para uma cidade. Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, os profissionais não podem parar, já que a ausência do trabalho deles resultaria em caos nas ruas e facilitaria a propagação de doenças como a própria covid-19.

Como forma de homenagear aqueles que saem às ruas em prol do bem-estar social, a Itatiaia dá voz aos trabalhadores que fazem apelo à sociedade para que os lixos sejam descartados de maneira correta, com o objetivo de minimizar os riscos para eles.

“Estamos aqui para pedir a colaboração de vocês. Sabemos que o mundo está sendo atingido pelo coronavírus. Pedimos atenção de todos no descarte dos lixos que você, principalmente quem está com suspeita da doença. Ao descartar o lixo, embale bem e coloque em um saco de lixo duplo, para que não venhamos ser afetados.”

O recado vem de um grupo da região Oeste, representado por Miguel Ângelo, Carlos Alcântara, Alex Jonathan e Alisson Batista. “Somos pais de família, estamos fazendo nosso serviço e não queremos ser afetados nem afetar nossos familiares. Se a coleta de lixo parar, vai ficar um caos”.

Eduardo de Oliveira estende o pedido para o descarte correto de cacos de vidros, que devem ser embrulhados em jornais, e seringas, que devem ser colocadas em garrafas descartáveis. “Evita que nos cortemos”, destaca.

Débora e sua equipe gravaram um vídeo e reforçam o apelo das autoridades: “Fiquem em casa. Aproveitem esse tempo e acondicione o lixo direito”, diz. “Eu queria falar a importância de estarmos nas ruas, porque muito lixo acumulado na cidade dá mais propagação de vírus, traz mais doenças e não é isso que queremos neste momento”, ressalta.

Chefe do Departamento de limpeza Urbana, Pedro de Assis Neto pede colaboração da população. Segundo ele, medidas e recomendações estão sendo tratadas para as equipes para evitar infecção com o coronavírus. Entre elas está a disponibilização de álcool gel e jornadas intercaladas.

“É fundamental manter a coleta de lixo na cidade para que o lixo não seja mais um vetor não só do coronavírus, mas como de outras doenças”, diz.